Um computador de alto desempenho com 1.280 núcleos de processadores Power 7 IBM e capacidade de processamento de 37 teraflops (trilhões de operações de ponto flutuante por segundo) entrará em operação até o fim deste ano no Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho em São Paulo da Universidade Estadual de Campinas (Cenapad-Unicamp).Adquirido com recursos disponibilizados pela Fapesp, o equipamento de US$ 1,35 milhão multiplicará em 25 vezes a atual capacidade de processamento da unidade. Permitirá maior capacidade de processamento e aumentará o número de pesquisadores com necessidade de computação de alto desempenho atendidos pela instituição.
Com o apoio confirmado, o Cenapad-Unicamp convidou fabricantes para apresentar propostas de computadores a partir de 22 teraflops de capacidade de processamento. Uma das empresas se propôs a fornecer equipamentos de 27 teraflops pelo valor estabelecido.
A Unicamp então fez uma segunda chamada convidando os fornecedores a aprimorar as ofertas. Foi quando a IBM ofereceu uma máquina de 37 teraflops e que melhor se enquadrava no perfil de equipamento solicitado pelo Cenapad, pelo montante aprovado. “O valor desse equipamento no mercado é muito maior. A oferta da IBM consiste em uma parceria”, explicou Edison Zacarias da Silva, coordenador do Cenapad-Unicamp.
O professor estima que o novo sistema integrará o ranking Top 500, que reúne os principais supercomputadores do mundo. Outros componentes ajudam a potencializar a capacidade da máquina do Cenapad-Unicamp. É o caso de seis placas GPU (unidade de processamento gráfico) que, juntas, correspondem a uma performance de 6,18 teraflops.
Os processadores Power 7, que serão empregados no sistema, têm capacidade três vezes maior do que os do tipo Xeon. Isso significa que os 1.280 núcleos de processamento Power 7 equivalem a 3.840 processadores convencionais.
O atual computador do centro, uma máquina da Silicon Graphics, foi adquirido em 2004 por US$ 390 mil, também com apoio da Fapesp.
Segundo Silva, o supercomputador deverá ser o segundo mais poderoso do país, ficando atrás somente do Galileu, instalado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, que ocupa a 86º posição entre os 500 mais potentes do mundo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário